Tudo indica que teremos o mais breve possível eleições para prefeitos de capitais.
esmo com a discordância explicitada dos vernadores do Nordeste, e a concordância
nistrangida de vários outros governadores,
incredo Neves está decidido a começar a
mprir suas promessas de campanha:
eições diretas o mais breve possível a todos
níveis. Está é decisão necessária, não
venas para manter e concretizar o clima de
udança de que o País necessita, mas
mbém, porque, pragmaticamente, os ris-
s de não haver eleições são maiores do que
de haver. Mais especificamente, sem
eições, o risco de uma mobilização urbana
de acirre as dificuldades econômicas e
fícticas será bem maior.

Em Pernambuco, dois nomes declaradamente admitiram concorrer. Joaquim Francisco (PFL), o atual prefeito do Recife, e o suputado federal Miguel Arraes (PMDB), esmo sublinhando não postular a Prefeitu-Arraes colocou seu nome à disposição dos inpanheiros. Em outras palavras, mesmo ele não seja candidato, Arraes quer participar ativamente do processo de escolha do candidato do PMDB. Aliás, dentro do PMDB, és outros nomes são aqui e acolá apontados como eventuais candidatos a candidato. Ados os três porém estão com situação
ainda bastante indefinida. Marcos Freire, a depender de sua participação ou não no primeiro escalão do governo Tancredo Neves. Jarbas Vasconcelos, a depender de sua ida ou não para o futuro Partido Socialista Trabalhista de Leonel Brizola. E Sérgio Guerra, a depender sobretudo das composições em torno da sobrevivência ou não da Aliança Democrática em Pernambuco.

Do lado da Frente Liberal, a atitude mais provável é a cautela. Na verdade, se levarmos em conta as eleições de 82, a Frente conta com cerca de 53% dos votos do Recife, o que em princípio é insuficiente para eleger o prefeito. Dois fatores podem entretanto aumentar a probabilidade de vitória da Frente. Primeiro, uma maior adesão da classe média, agora que os membros da Frente livram-se do vínculo com o autoritarismo. Segundo, o esfacialamento do PMDB. Ou mesmo o desacordo interno entre as suas conflitantes correntes internas, resultando numa candidatura que não consiga mobilizar o partido em seu todo.

(Joaquim Falcão)

_17/02/1985_