De repente todo mundo está contra as estatais. Do FMI às autoridades econômicas; do empresário privado nacional aos consumidores. Até mesmo seus próprios funcionários. A revisão do modelo das estatais transformou-se em consenso nacional. O que necessariamente não implica que a venda das estatais a grupos privados seja também consenso nacional. Pois inexiste correlação necessária entre a natureza do proprietário e a garantia do bom desempenho da empresa. O exemplo do Chile, como lembra Pérsio Arida, está aí para quem quiser ver. É aprender. O regime de Pinochet embarcou na idéia da privatização. Vendeu as estatais. Agora, diante do desastre total, foi obrigado a restatizar as estatais então privatizadas.
No Brasil, as decisões econômicas que afetam as estatais afetam também as em presas privadas. Na concordata do grupo Matarazzo, uma das coisas ilegadas foi justamente a política financeira e cambial das autoridades econômicas de Brasília. Ao mesmo tempo em que estimulava na empresa privada, a tomar empreitamos em dólares para cobrir o tombo das contas externas, provocava maxideventori/acabei que talco comi grande parte do patqueয়রদটল
nacional. Da mesma política foram vítimas as estatais. Quase obrigadas a tomar dólares desnecessários. O importante era resolver o problema de Brasília. Obtinham dólares e depois faziam projetos improdutivos. Desstruindo qualquer possibilidade de sadia administração.
Até agora, desestatizar significa apenas vender estatais para o setor privado nacional. Mas, se continuar assim, desestatizar vai significar vender a Vale do Rio Doce, por exemplo, para o setor privado multinacional. Por isto, começam a surgir outras propostas merecedoras de consideração. Por exemplo, passar o controle das estatais aos seus próprios funcionários e reformular suas relações com o público, com o governo e com os eredores.
Hoje, funcionários de várias catedrals impor tantes são proprietários, de bem admitês traídos fundos fechados de providência. Alguém deles, como por exemplo o Bradley, com recuídos autenticos para acambril, sem desnaionalizar, a controle da Греблі de Ria de Duneira (Jouquim Podeiro)
[ASSINATURA NÃO DETECTADA]
_21/07/1983_