JOAQUIM FALÇÃO
Especial/para a Fetha
Acontece con qualquer narista. Em qualquer lugar. Visitamos igrejas e museus, curtimos a paisagem. E quanto voltamos, levamos sensação de vazio. A visita foi incompleta. Falrou estrela-de. Falrou conhecer gente. Ver, é diferente de viver e conviver. Para que isso não aconteça com você, aí vai um roteiro das gestes de Olinda.
Chegue no senta-feira às 22h, no Quatro Cantos, de onde sai, pelas cadeiras, a seresta dos moradores. À frente, quase sempre, dona Laura, a matriarca da cidade, senhora de convenceu fixil e liderança clara. Como servido, vai lhe convidar para, no carnaval, sair no bloco que ela fundou: “Ofinda, Quero Cantar”, Se você não sair no Velho Acho É Pouco”, de Valdevan e Silnia, aceite. Ambos são imperivíveis.
Ao passar por uma casa no rua do Amapáro, onde jovens afiannan instrumentos musicais, para e-epie. Il a Banda Heorique Di-as, onde “seu” Pedro Id anos prepara músicos para as procis-sões da Senhora Santa e os biocos de Carnaval. Tome cerveja gelada na sode da Plombeira, com os arquitetos há sete anos recem-chegadas Vandier e Cristiana, que tado sabem sobre restauração. E acabe a noite nem baile, popular tipo “Noites Ollendenses”, invest-tado por Andréa Borba e Lilla Magalhides, belera para, Merce-dor and de ansiosa de Cactano. Lá, frevo, também, samba enredo, reggo e sabia são preios irmãos. Em geral, essa baile é no Porro Cheiro do Povo, mas o gala lhe direi onde a “Noite” está acontecendo. Você vai “ficar” com alguém, mas boa.
Tos. Pare na Oficina Gual情, na Ribeira, e vá mais aldeias. No Anelier Coletivo, lhe esperam alguns dos melhores artistas de Ollada, queria do Brasil: Samico, Goia, José Clúndio, Eduardo Araújo e Luciano Pinteiro. Para convertar com você nesse salbado e dizer do desafio de pintar o Brasil.
Volte na tarde de salhado com um guia mirim. Ele vai lhe contar a metade da história de Olinda. A outra metade, leventa de acordo com as fantasias do fregoas. Percorra àjoeza, masque e artesana.
As cinco horas, esteja no Mascicro de São Bento, onde Inácio e Fáison Nery todo subem de sua história. Ouça o tocar dos sírios chamando para a missa vesperina. Carrilho restaurado pelo doutor Nascimento Brito, em quase sinfonia. Um deslumbramento. Peça rápido ao guia para lhe achar elves Lula, a tapireguira. Mergulha no queijo de coalho assado e na tapioca de oco e corra. Vá ao Alto da Sê assistir ao pôr-do-sol. Saspire e pense no máximo na mulher assado. Acelme-se, curta e agradeça.
Ao descer, em direção à Kibéira, pare as associação dos mora-doves, a Sodeca. Lá, Cidutia, seu Zeca e Thales vão lhe dizer da lista por defender Ollinda contra os bares clandestinos sem higiena, os autenticais excessivos e o tarismo predatório. Comscient-se-se, solidarize-se o ajude-os. É também a lista de Heívio Filho, na Prefeitura: participante da ilus-são atrevida de preservar Ollinda.
Jane no L’Atelier, restaurante europeo-indécente do saúco Cristiano, ou no Morisco de Zinho e Silvia Pantual, com um jardim interno musical para jovens e a melhor loja de artesanato na fre笼.
É se você deu sorte e encontrou
dona Laura, seu Zoca, Clifada,
Liliane, Samico, dona Lulu, ou
quaiquer um deles, mande meu
abraco. Você começou a ver,
viver e conviver. Viva! Glinda.
JOAQUIM DE ARRIUA FALCÃO, 47, abe-
gule e professor do Université Federal de Rio
de Janeiro (JRF), e o sexteto geral de Fుquele
Roberts Maruho
[ASSINATURA NÃO DETECTADA]
_22/11/1990_