Depois de multa turbulência, Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos e Miguel Arraes reencontraram os termos do acordo com para a disputa com o PDS. O resultado imediato desie reencontro é a chapa do PMDB às eleições majoritárias de novembro, que ficou pronta. Freire terá como companheiro de chapa para vice-governador o atual presidente do PMDB local e experimentado parlamentar oposicionista, o deputado Fernando Coelho, Cid Sampaio, candidato único ao Senado, terá como supientes Salviano Machado, seu colega de ex-PP e vice-governador nos tempos de Nilo Coelho, e Gullherne Robalinho, médico e importante líder da comunidade. Com esta composição, fica apenas vago o crucial cargo de prefeito do Recife, que provavelmente irá para o PDT. É que o PDT local não concorrerá às eleições, abrindo espaço para o PMDB. Ao falar de PMDB, leia-se Armando Monteiro Filho, ex-ministro de Jango Goulart e um dos mais respeitados empresários pernambucanos.
A Indicação de Fernando Coelho dependia sobretudo de dois fatores. Primeiro do acordo político entre Marcos, Jarbas e Arranes, que foi obtido. Foi retirado o veto a Coelho, oriundo de alguns setores que apóiam o deputado Fernando Lyra. Segundo da composição em torno da Prefeitura de Ollinda, Inicialmente a indicação de Coelho implicaria na necessidade de seu irmão, atual prefeito oindense, Germano Coelho, abrir mão de seu candidato a prefeito, o ex-secretário José Arnaldo. Germano não abriu. O PMDB optou então por usar a sublegenda. Ao lado de José Arnaldo deverá candidatar-se.
também o advogado Roberto Franca, antigo secretário particular de Marcos Freire e ex-membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidocese de Olinda e Recife. Com a decisão de utilizar a sublegenda para Prefeltura, o PMDB pernambucano acompanha a tendência do PMDB nacional. No Rio de Janeiro, por exemplo, Miro Telzeira pretende usar a sublegenda em pelo menos 60 dos 64 muniêplos em disputa. Com esta tática procura se precaver contra a legiçalção eleitoral que pretende muniêpalizar as eleições majoritárias. Finalmente, a Indicação de Coelho liberará votos olindenses para deputado federal, que trão agora de-saguar sobretudo na candidatura de Miguel Arrães.
À partir dal a bola está com o PDS, que deverá decidir sobre seu candidato ao Senado. No último mês uma série de pronunciamentos indicam o nome de Marco Maciel. Maciel tem a unanimidade local: do grupo de Nilo Coelho ao deputado Tales Ramalho, passando pelo atual governador José Ramos e o candidato Roberto Magalhães. Se concorrer ao senado, Macieldesafogará a chapa de deputados federais do PDS, pois seria provavelmente o deputado mais votado do Estado. Sua decisão deverá estar sendo anunciada por estes dias. E será mais uma carta revelada no jogo da sucessão presidencial de 84.
(Joaquim Falcão)
_Recife, 08/07/1982_