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Entrevista para a revista ÉPOCA – Estamos combatendo a roubalheira do jeito certo?

Estamos combatendo a roubalheira do jeito certo?

O combate à corrupção é histórico e torna o Brasil um país admirado no mundo inteiro. Mas surge a dúvida sobre a capacidade dos partidos políticos de resistir ao rolo compressor

MARCEU VIEIRA – 29/05/2017

Debatedores Corrupção: Joaquim Falcão e Octavio Amorim Neto

Cheios de discordâncias, mas num clima amistoso, dois analistas refinados do momento histórico por que passa o país aceitaram o convite de ÉPOCA para debater o combate à corrupção. Encontraram-se o jurista Joaquim Falcão, de 73 anos, e o cientista político Octavio Amorim Neto, de 52. Entusiasta da nova geração de procuradores do Ministério Público, Falcão acredita que o exemplo deles e do juiz Sergio Moro propicia o surgimento de um novo modelo de ação da Justiça no Brasil. Já Amorim Neto, apesar de aplaudir o golpe na impunidade dos políticos, teme que o desmanche dos maiores partidos comprometa a saída da crise. “Para sair de crise é preciso ter lideranças, e elas estão sendo decapitadas”, diz. Falcão, crítico do garantismo que adia a prisão dos réus graças à quantidade de instâncias no país, vai na contramão: “Os líderes hoje são os mesmos de 1968, como Serra, Fernando Henrique, Lula, Dilma… É preciso o surgimento de novos, oxigenar, renovar”. Continue lendo

Entrevista do Professor Joaquim Falcão para o Pilotis Jurídico – PUC-Rio

“Deve prevalecer o princípio da eficiência ou do direito do cidadão à prestação jurisdicional. Logo, a geração de vocês (jovens) será focada em dois pilares: eficiência e legitimidade, pois quando o Judiciário não julga, não é ele que está sendo ilegítimo e sim o advogado, o Juiz…”

Veja a entrevista completa abaixo:

entrevista com Joaquim Falcão para o Pilotis Jurídico

*Entrevista concedida pelo Professor Joaquim Falcão ao Pilotis Jurídico – revista semestral dos alunos da Faculdade de Direito da PUC-Rio. Setembro de 2006.

ENTREVISTA DO PROFESSOR JOAQUIM FALCÃO PARA REVISTA ÉPOCA

Professor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o jurista Joaquim Falcão segue com lupa o universo jurídico brasileiro. É um dos mais corajosos e críticos analistas da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF), liderando pesquisas que revelam verdades inconvenientes sobre temas espinhosos, como a falta de transparência do Judiciário, salários de juízes e a morosidade dos ministros do STF. Nesta entrevista a ÉPOCA, Falcão questiona a legitimidade do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de autorizar o processo de impeachment de Dilma Rousseff enquanto é investigado pela Operação Lava Jato. Para Falcão, o impeachment é instrumento legal, não golpe, mas é “o ato mais grave” da democracia e exige muita prudência.  “O risco de um impeachment presidencial mal explicado é seu efeito cascata, sua verticalização” para as esferas estadual e municipal. No limite, levaria à insegurança e à instabilidade política geral. Ele lembra que o processo está nas mãos dos deputados e senadores, e que eles decidirão com um olho em suas bases.

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