O Senado, o candidato e o Supremo

Como senadores investigados ou investigáveis pela Lava-Jato, ou futuramente denunciados no Supremo, podem escolher o futuro ministro do Supremo, seu futuro julgador? A democracia é assim mesmo?

Esta pergunta que está a olhos vistos na cabeça de todos, parte da suspeita de que, se aprovado, o futuro ministro será parcial. Favorecerá em seus votos os senadores. O que, por sua vez, pressupõe a existência de uma relação de causalidade, de fidelidade. “Aprovo o senhor hoje, e o senhor me protege amanhã.” Continue lendo

Eike, Lava-Jato e Mercado

Ao descer no Aeroporto do Galeão, Eike Batista disse que “era hora de passar as coisas a limpo” e que o “O Brasil que está nascendo agora vai ser diferente (…) você vai pedir suas licenças, vai passar pelos procedimentos normais, transparentes, e se você for melhor você ganhou”. Por isso a Lava-Jato, para o empresário, é “espetacular”.

Tem razão.

A Lava-Jato tem sido tratada, em regra, como um avanço em torno da moralidade, probidade administrativa e do efetivo combete de condutas como lavagem de dinheiro, evasão fiscal, fraude aos acionistas, corrupção ativa, corrupção passiva, dentre outras. Continue lendo

Alexandre de Moraes, o candidato in pectore

Alexandre de Moraes sempre foi o candidato do coração de Michel Temer. Mesmo antes da Lava-Jato e da Odebrecht.

Pesquisa realizada anos atrás procurou identificar entre alunos recém-formados de uma escola, quais os motivos de seu sucesso. Pesquisadores os acompanharam por dez anos depois da entrada no mercado de trabalho. Quais fatores levariam ao sucesso? Seria o QI? A raça? O desempenho na escola?  A personalidade? A classe social?

Nada disto. O principal fator de sucesso era decidir, desde cedo, onde se quer chegar com sua profissão. O importante era o foco antecipado. O Ministro nunca escondeu que seu objetivo era chegar ao Supremo. Se possível, substituindo seu amigo Celso de Mello. Continue lendo