O culpado é o eleitor

Existe quase um consenso sobre o culpado pela corrupção, pela ineficiência da administração pública, pelos déficits, pelos maus serviços públicos, pela violência. O culpado é o governo. Qualquer que seja. São os políticos. Alguns podem até ser. Mas apenas eles? Afinal, quem os coloca lá são os eleitores. Quem os escolhe são os eleitores. São representantes dos eleitores. Podem os eleitores lavar as mãos?

Muitos acreditam que sim. Votam em branco, nulo, não comparecem ou justificam a ausência. São as opções de não participação que a lei permite. Mas o voto tem uma característica muito especial. Tem duas faces. Uma positiva, outra negativa. Uma que afirma, outra que nega. Vejam essa disputa entre Freixo e Crivella. O voto é ao mesmo tempo uma escolha e uma não escolha. Quem escolhe Freixo, não escolhe Crivella. E vice-versa. Simples assim. Continue lendo

A tensão está solta no ar

O ex-deputado Eduardo Cunha tem característica visível e palpável: a tensão. Este é seu ambiente natural. Na vitória ou na derrota. De líder partidário à presidente da Câmara, usou prerrogativas dos cargos para avançar interesses próprios e de seus aliados. Levou ao extremo a tensão entre público e privado. Tensionou o país. Quase à exaustão.

Adiou por meses o processo de sua cassação. Jogava com a pauta da Câmara. Incluía e retirava projetos de lei. Nomeava e desnomeava. Influenciava através da interpretação do regimento, sempre a seu favor. Dilma Rousseff não conseguiu pará-lo. Continue lendo

E a Igreja Católica?

Nestas eleições, a competição não é apenas entre candidatos e partidos. É entre igrejas e religiões também. Padre e pastor. Queiram ou não, a vinculação entre religiosidade e voto é palpável. No bairro ou na rua onde existe prédio da Igreja Universal, pesquisas mostram que os eleitores votarão em Marcelo Crivella 30 vezes mais do que os católicos votarão.

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Da necessidade de conversar

Quais meios de comunicação mais influenciaram os eleitores na definição de seus votos? Algumas pesquisas indicam, em primeiro lugar, conversas com amigos. Em seguida, propaganda eleitoral em rádio e televisão, e, em terceiro, mídias sociais.

Rádio, TV e mídias sociais são meios tecnológicos que convergem e se misturam. Difícil separá-los. Indicam também as pesquisas que WhatsApp, SMS, Facebook e Twitter teriam sido decisivos no dia da eleição. Até mesmo na fila de votação. Continue lendo