Economia e a campanha eleitoral

“É a economia, estúpido!” Frase que ficou famosa, atribuída ao marqueteiro de Bill Clinton, para explicar qual seria o fator decisivo nas eleições americanas. E na nossa?

Considerem o seguinte. De acordo com o agora famoso economista Piketty, se os juros anuais são maiores do que a inflação todos os poupadores ganham. Hoje, a inflação é de cerca de 6,5% ao ano, e os juros cerca de 10% ou 11% ano.

Gol para poupadores pequenos, médios e grandes.

Considere-se também que nunca o desemprego esteve tão baixo aqui no Brasil. Emprego é voto. E os salários crescem mais do que a inflação. Hoje o desemprego é de cerca de 6% e o aumento dos salários é de cerca de 8%.

Gol para os assalariados.

Considere-se ainda alguns milhões de beneficiados com o bolsa família. Com filhos em escolas com ensino ainda de pouca qualidade, mas satisfatório para quem nada tinha.

Gol para as famílias mais pobres.

Essa é a esperança de Dilma e do governo. Essa é dificuldade de Marina, Aécio e da oposição.

Aécio tem tentado advertir sobre a deterioração da economia no futuro. Um futuro onde a inflação vai disparar. A economia vai retroceder.

Será?

Acontece que o que decide o voto não é o futuro. Mas a experiência presente. É o hoje, e não o amanhã. É o certo e não o incerto.

Neste cenário, caro leitor, concordam ou discordam de Bill Clinton? Por quê?

*Artigo publicado em 17.09.2014 no Blog do Noblat